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Empresas passaram a entender os serviços de cloud computing não apenas como úteis, mas fundamentais para o futuro de seus negócios. Os investimentos no setor, que já eram grandes, aumentaram a partir da pandemia e podem chegar a R$ 845 bilhões até 2024. 

O trabalho em home office realizado durante o isolamento social, quando colaboradores acessavam arquivos da empresa de qualquer lugar, serviu para descobrir como a nuvem otimiza processos e torna as equipes mais produtivas. 

A praticidade, aliada a necessidade das instituições interagirem com seus clientes em um ambiente virtual e a possibilidade de recolher e analisar dados para enfrentar a alta competitividade do mercado, fizeram a tecnologia da informação ter ainda mais respaldo dentro das organizações. 

Com uma economia de até 30% nos custos de TI e em tempos onde a tecnologia cloud conecta cada vez mais sociedade e empresas por meio dos serviços de streaming, e-commerce, por exemplo, fica quase impensável uma empresa obter sucesso sem o uso da ferramenta.

Buscando mais agilidade nos processos, maior segurança, aumento da produtividade do time de colaboradores e até na redução de custos, muitas organizações estão se voltando aos serviços cloud

Com tantos tipos de computação em nuvem disponíveis na prateleira, muitos gestores podem ficar em dúvida ao escolher a opção mais adequada para seu negócio. 

Entre as opções existentes, o serverless é um modelo que pode trazer diversas vantagens para seu negócio.  

Nesse blog post você vai entender o que é e como funciona essa arquitetura cloud que vai executar códigos e gerar recursos automaticamente para seu negócio.

Quais os tipos de arquitetura cloud

Para melhor compreensão e melhor tomada de decisão é importante entender sobre algumas arquiteturas cloud existentes e como a serverless pode ser um diferencial para seu negócio. Confira:

Arquitetura monolítica

Um sistema único e não dividido que roda a aplicação de software em um mesmo processo e uma só plataforma. Portanto, uma aplicação monolítica é independente e autônoma em relação às outras aplicações. Embora seu desenvolvimento e implementação sejam simples, a arquitetura monolítica é mais difícil para escalar. 

Pois quando seu código de aplicação aumenta e como deve ser feito em toda a aplicação, o gerenciamento se torna mais difícil, levando mais tempo para seu desenvolvimento, além de ser mais caro e ineficiente a longo prazo. 

Microsserviços

Podendo ser usada tanto por gigantes como Amazon, Facebook ou Google e também por pequenas empresas, a arquitetura dessa computação em nuvem permite que o trabalho seja dividido em pequenos blocos de funcionalidades. 

A ideia é literalmente quebrar grandes estruturas de programas em partes menores e independentes. Essa arquitetura cloud tem como característica sua maior dinâmica e agilidade no gerenciamento de API. 

Como sua escalabilidade é distribuída, não é necessário intervir em na íntegra de uma aplicação.

Dentro dessa estrutura é possível, por exemplo, fazer um componente java e outro CSharp, pois terão funções e responsabilidades distintas.

Adotada por Netflix e eBay, essa arquitetura cloud tem um melhor isolamento de falhas, já que se houver falha em um pequeno módulo, dificilmente ele vai alterar todo o aplicativo. 

Com implementações menores e mais rápidas, a arquitetura de microsserviços é uma solução que facilita a escalabilidade. 

No entanto, ainda não resolve a questão da ociosidade, pois mesmo sem estar em uso, um microsserviço ainda ocupa recursos e não reduz despesas. É aí que entra o serverless.

Uma arquitetura que proporciona aos desenvolvedores criar e executar aplicações, sem que eles tenham a obrigação de gerenciar servidores.   

Serverless e sua arquitetura cloud

A arquitetura em nuvem serverless (em livre tradução seria “sem servidor”) é um modelo de execução de códigos que atua como resposta a eventos, gerenciando automaticamente recursos computacionais. 

O conceito ganhou destaque após o surgimento de serviços cloud como o AWS Lambda Amazon, por exemplo. Embora o nome sugira a inexistência de um servidor, não é exatamente assim. 

Assim como a internet sem fio tem fios em algum lugar, a arquitetura serverless ainda tem servidores em algum lugar.

Nesse modelo de computação em nuvem, os provedores não ficam ocupados no desenvolvimento e gerenciamento das aplicações. O que se torna uma vantagem frente a uma das complicações em relação a computação em nuvem, que é a cobrança pelo servidor, inclusive quando um software não é utilizado. 

Essa é uma grande vantagem do modelo serverless e o torna uma ótima opção para operações que apresentam eventos específicos que sobrecarregam a aplicação, pois além da responsabilidade pela segurança, há esse uso sob demanda. Entre os tipos de computação em nuvem, os serviços cloud “sem servidores” têm como proposta permitir que empresas de software criem e mantenham aplicações sem precisar dar foco na infraestrutura em que esses sistemas vão rodar.

Serverless e suas diferentes aplicações

Existem diferentes abordagens para os serviços de cloud computing para o serverless. São elas: 

BaaS (Backend as a Service)

É uma plataforma que pode automatizar o desenvolvimento de backend cuidando da arquitetura cloud. O backend oferece recursos para agilizar o desenvolvimento de APIs, armazenamentos de arquivos, integração de mídia social e notificações push. 

Por meio do BaaS, você terceiriza responsabilidades como gerenciamento e manutenção de servidores, podendo focar no desenvolvimento do frontend. 

FaaS (Function as a Service)

Entre os serviços de cloud computing, o FaaS oferece uma plataforma onde existe a possibilidade do usuário desenvolver, gerenciar e executar as funções de um aplicativo. 

A grande vantagem desse serviço de cloud é em relação aos custos que são cobrados apenas quando suas aplicações estão em uso. Diferente de arquiteturas como a monolítica e de microsserviços.

AWS Lambda

Executar códigos dispensando o gerenciamento de servidores é um dos serviços de cloud do Lambda Amazon. Uma solução de SaaS que possibilita executar códigos backend, sem a necessidade de permanecer abastecer ou gerenciar servidores e que vai cobrar somente apenas o tempo de uso. 

O Lambda Amazon, que segue em crescimento, é um exemplo da arquitetura serverless que facilita a criação de aplicações, já que uma equipe de TI vai estar focada na produção e não em seu gerenciamento.

Além de tornar possível uma escalabilidade que trabalhe dentro das necessidades de uma alta ou baixa demanda, sem que as operações sejam cobradas quando estiverem em ociosidade. 

A escolha de uma arquitetura cloud

As vantagens para um negócio adotar uma arquitetura cloud são inúmeras. Em relação a uma arquitetura serverless, veja as algumas:

  1. Pagar apenas pelo consumo: é possível contratar e pagar de acordo com a necessidade do seu negócio. Quando a demanda for menor, você usa menos e paga menos. 
  1. Escalabilidade automática e ágil: escalar as aplicações de acordo com a demanda e de forma mais simplificada e rápida. 
  1. Evitar a sobrecarga dos recursos computacionais: em um cenário com grandes alterações e aumento de demanda como a Black Friday, por exemplo, é possível contratar mais serviço e evitar que plataformas tenham sobrecarga e saiam do ar, fazendo sua empresa perder clientes e prejudicando a jornada do cliente. 
  1. Integração entre setores da empresa: por ser flexível, o modelo serverless pode se adaptar conforme a produção e operação de cada setor da organização. Facilitando a integração entre diversas equipes. 

A transformação digital corporativa e a implementação de serviços cloud caminham juntas dentro das empresas e a cada ano se torna mais necessária. 

Assim como a utilização de chatbots para agilizar atendimentos vem se tornando essencial, o uso da computação em nuvem é inevitável para empresas que queiram se destacar no mercado competitivo.

Se você ainda tem dúvidas e quer conhecer a melhor solução para seu negócio, fale com um de nossos consultores para saber como podemos ajudar a modernizar seu ambiente cloud.

Tópicos: Cloud