Um passo de cada vez: o seu momento na jornada da agilidade

Publicado: 13/10/2021

Nos últimos anos, vimos um número crescente de empresas que têm adotado metodologias e ferramentas ágeis. Impulsionadas pelos novos modelos de negócios e pelo boom do desenvolvimento de software, as organizações têm se voltado para novas formas de gestão, a fim de garantir a sua competitividade. 

Os avanços tecnológicos já não cabem mais nos modelos tradicionais de gestão, engessados pelo excesso de normas e com uma lista extensa de documentações. Start-ups surgiram nos últimos anos com modelos de negócio disruptivos e em sua maioria a partir da perspectiva de agilidade. Por isso, as empresas têm se esforçado para incorporar esse mindset no seu dia a dia. 

Muitas esperam que a adesão de ferramentas de gestão ágil seja suficiente para se tornar ágil, ou que a total adoção de frameworks ágeis, como o Scrum, SAFe, Spotify e LeSS, seguindo seus procedimentos à risca, resolvem o problema. Na verdade, a adoção de um modelo ágil é um caminho a ser planejado e percorrido pela empresa. Ela deve passar por alguns níveis, começando do mais básico até chegar ao enterprise, fazendo as adaptações necessárias e ajustando o modelo de trabalho aos poucos. Assim, é possível escalar o ágil sem criar atritos durante a jornada e de acordo com o seu contexto e cultura. 

Há várias formas de ver a jornada da agilidade e todas são válidas, desde que o aprimoramento da entrega de valor para o cliente seja o foco dessa empreitada. Aqui na e-Core, nós dividimos esse caminho em três momentos. Abaixo, você confere quais são eles e como é possível avançar.

Team agility: começando aos poucos

No início da escalada do ágil, estamos no nível dos times,  práticas e ferramentas ágeis podem estar em formação. Como tudo ainda está no começo, escolhe-se um time para iniciar a adoção do ágil, geralmente o de desenvolvimento de software, que costuma estar mais familiarizado com a metodologia ágil.

Nesse momento, processos ágeis do time são definidos de acordo com o contexto da equipe e ferramentas vão sendo adotadas para suportar a gestão das atividades. Ao mesmo tempo, existe um trabalho de capacitação da equipe para que todos estejam “na mesma página”.

Apesar das entregas serem isoladas, há maior visibilidade do fluxo do trabalho com a definição de processo e papéis. Há também a gestão de backlog e equipes multidisciplinares. Dessa forma, existe governança das informações, garantindo que a tomada de decisão dos times seja mais assertiva. 

Teams of teams agility: hora de integrar os times

Se anteriormente tínhamos entregas isoladas e as equipes trabalhavam em silos, agora é o momento as ações estão mais coordenadas. Com a adoção de ferramentas, é possível mapear o fluxo de valor e entender a contribuição de cada equipe.

Nesse momento, o modelo de trabalho das equipes já é apoiado pelas ferramentas ágeis e tem seus processos geridos dessa maneira. Existe a integração das atividades para que as entregas sejam cadenciadas e com uma visão consolidada. Ainda, é feito o esforço para que exista um nivelamento dos conceitos e práticas ágeis para comunidades de entregas. Dessa forma, temos uma gestão do portfólio consolidada.

Enterprise Agility: conectando a estratégia à execução

O último momento da escala do agil é o enterprise, onde o mindset ágil já faz parte da cultura da empresa. Quando os times estão trabalhando bem integrados e adiciono mais uma camada de gestão, é uma gestão de portfólio voltada para valor e resultados e não somente para a entrega, dando maior visibilidade das informações e as métricas apoiam a tomada de decisão nos níveis mais altos na companhia.

Aqui existe a gestão de portfólio, mas não com a consolidação das informações de forma manual, e sim automatizada. Isso acontece pois o processo de quebra de silos iniciado no primeiro nível já está mais consolidado e a informação flui facilmente entre os times, dando maior governança e transparência para toda a empresa. Dessa forma, a estratégia se conecta à execução, com investimentos alinhados aos objetivos de negócio e processos e ferramentas que dão suporte às práticas ágeis.

Mas como avançar de um nível para o outro?

Para escalar o ágil em sua empresa, é preciso atingir um grau de maturidade de cada nível. Assim você não corre o risco de avançar demais, causando atritos. Por isso, é necessário entender o seu contexto e verificar quais pontos devem ser atingidos para que o ágil seja escalado de forma consistente.

Fazer uma mudança brusca na cultura da empresa não gera resultados positivos. Mas mudar aos poucos, fazendo as devidas adaptações e dando autonomia para que as equipes possam utilizar as práticas e ferramentas ágeis de acordo com o seu contexto é o melhor caminho, pois assim você consegue que todos estejam engajados em adotar a cultura da agilidade em seu dia a dia de trabalho.

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