Da ideia à entrega: como transformar dados em decisões inteligentes e eficientes

April 1, 2026

O que define o sucesso de um time e a conquista de resultados reais? Quando extrapolamos as discussões sobre estratégia, produtos e tecnologia, chegamos a uma essência comum: a capacidade de decidir. 


Seja na gestão do portfólio, na priorização do backlog de uma sprint ou na definição do investimento em segurança dentro do ciclo de desenvolvimento, as organizações são, no fundo, sistemas de decisão.


Em evento da e-Core realizado em São Paulo, os especialistas Luiz Lima, Practice Leader, Vitor Garcia, Solutions Architecture Manager, e Leonardo Schumacher, Head de Growth de Cyber Security, apresentaram como times de alta performance podem transformar dados em decisões inteligentes e eficientes, garantindo fluidez da ideia à entrega segura.


Melhores decisões pedem melhores gestões


O grande motor da eficiência reside em como as escolhas são feitas no dia a dia. Esse é o principal ponto levantado por Luiz Lima. No entanto, o cenário atual das empresas revela que muitas decisões ainda são pautadas apenas pela percepção ou por uma urgência disfarçada.

 

Citando dados do MIT, Lima destacou que executivos sêniores chegam a gastar até 70% de seu tempo tomando decisões, que nem sempre são as melhores ou mais alinhadas ao que o produto precisa. Ele complementou com dados da McKinsey mostrando que, em um universo de 530 mil dias de gestão, pelo menos metade do tempo é gasto em decisões ineficazes, o que compromete diretamente a capacidade de inovação das empresas. “Quantas vezes nós investimos milhões e milhões em algo e, quando vamos ver, não era bem assim?”, provocou.


A abundância de dados, por si só, não é a solução. Dados são orientadores, mas não geram resultados sozinhos. Nem mesmo a inteligência artificial pode saltar etapas de maturidade organizacional. “Não tem automágico. IA não resolve cultura ruim e não transforma organizações disfuncionais”, afirmou Luiz Lima. Para ele, se a estrutura não estiver organizada, a tecnologia servirá apenas para fazer processos ruins falharem mais rápido.


→ Veja também: Times Eficientes: Como Construir Colaboração e Entrega Contínua


Primeiro passo: dados organizados potencializam processos


O caminho para desbloquear o potencial dos times passa por enxergar a organização de forma holística. Quando dados de estratégia, produtos e operações estão conectados, o gestor abandona a fragmentação. É aí que entra a filosofia do System of Work. Essa abordagem da Atlassian trata a organização como um fluxo integrado, em que tarefas, projetos e informações circulam no mesmo ambiente digital. O Teamwork Graph, camada de inteligência da Atlassian Cloud, sustenta essa lógica ao conectar contextos automaticamente. Isso permite rastrear o trabalho desde o intake (demanda) até o impacto final, garantindo que cada decisão esteja alinhada ao objetivo macro.


Ao integrar ferramentas como Jira e Confluence, as empresas criam um repositório onde a IA pode, de fato, atuar de forma útil, sugerindo caminhos, sumarizando documentos complexos ou criando playbooks que apoiam a decisão humana. “Quando se está na nuvem e é possível olhar todos os produtos integrados, você começa a mudar o jogo. Já estruturados, os seus mecanismos de decisão começam a mudar”, explicou Lima. Essa visibilidade integrada elimina a paralisia decisória e garante que o time não caia na armadilha de tentar fazer com que “tudo vire prioridade” ao mesmo tempo.



Boas decisões são decisões seguras


Na sequência da apresentação de Lima, Leonardo Schumacher destacou que decisões eficientes de um time de desenvolvimento estão intrinsecamente ligadas à sua postura de segurança, principalmente quando elas não são tomadas. "Toda decisão tem seu custo, mas a inação também tem um custo altíssimo quando falamos de segurança", alertou.


Os números apresentados por Schumacher revelam um cenário de pressão crescente sobre as equipes. Atualmente, 80% das aplicações testadas possuem ao menos uma falha de segurança e o tempo médio para corrigir essas vulnerabilidades triplicou nos últimos 15 anos. Esse aumento da complexidade é impulsionado por uma superfície de ataque em plena expansão, que agora abrange identidades, aplicações, nuvem e, especialmente, APIs. "Hoje os ataques são muito mais sofisticados e baseiam-se na parte de identidade. O invasor entra com uma credencial válida, o que torna a detecção um desafio enorme", explicou.


A sobrecarga de ferramentas também contribui para o problema. Muitas empresas acumulam sistemas que geram milhares de alertas desconectados, resultando em times de desenvolvimento esgotados. Esse dado atinge 80% dos profissionais da área.


Para Schumacher, a solução começa por mudar o timing das decisões de segurança. “Temos a opção de identificar e tratar vulnerabilidades em uma fase de planejamento e design ou deixar para tratar em produção. Se a decisão for resolver essa questão desde o começo, haverá um custo, mas se for corrigir o mesmo problema após o lançamento, pode custar 80 vezes mais, sem contar os danos reputacionais imensuráveis”, afirmou. 


Nesse contexto, o uso da IA surge como uma faca de dois gumes. Embora promissora, apenas 45% do código gerado por IA é considerado seguro atualmente. “Você pode potencializar uma solução ou um problema. O uso de IAs abertas sem governança apenas amplia o incêndio e aumenta a dívida de segurança”, disse Schumacher. O caminho seguro passa pela adoção de IAs curadas e integradas a uma governança detalhada.


Outro ponto crítico abordado foi a segurança do ecossistema além do código, como as chamadas Shadow APIs (ativas, mas não documentadas) e o uso de bibliotecas open source sem a devida análise de composição (SCA). “A segurança vai além do código, ela está em todo o ecossistema. Bibliotecas podem trazer vulnerabilidades, problemas de licenciamento e backdoors que se tornam vetores de ataque invisíveis”, destacou.


Para garantir entregas fluidas e protegidas, a estratégia recomendada é a evolução para o DevSecOps, onde as melhores práticas de segurança são aplicadas de forma contínua e automatizada em todo o ciclo de vida do software. Schumacher reforça que o foco deve ser o "risco real", mensurando a probabilidade e o impacto de cada falha para que o time atue com precisão. “A segurança deve colaborar com o desenvolvimento e não ser um impeditivo no final do processo”, concluiu.



→ Saiba Como o Teamwork Collection une estratégia e execução

Da ideia à entrega


Vitor Garcia conectou a visão estratégica e design seguro ao demonstrar como a tecnologia, quando bem orquestrada, remove os atritos que impedem decisões rápidas e entregas confiáveis. Garcia reiterou que o objetivo é “entregar soluções para esses atritos, trazendo um processo mais suave”, convertendo o esforço do time em inovação e impacto real.


Através da simulação em um banco fictício, Garcia demonstrou um passo a passo em que a inteligência artificial atua como uma salvaguarda em cada etapa do ciclo de vida do software. 


O primeiro passo de uma entrega segura começa com a definição correta do que será feito. Utilizando o Atlassian Rovo, Garcia demonstrou o processo de transformar um prompt simples em uma história completa, com critérios de aceite e validações, eliminando a falta de requisitos claros que, segundo ele, “geram retrabalho e reuniões desnecessárias”.


Ele também mostrou o uso do "teammate inteligente" para verificar riscos antes mesmo da revisão humana. O agente garantiu conformidade com padrões internos de segurança e gerou um pull request completo com explicações detalhadas. Isso minimiza o tempo de revisão técnica e assegura que nenhuma vulnerabilidade óbvia avance no pipeline. Garcia encerrou o fluxo mostrando que a automação se estende até o fim da pipeline. 


Para Vitor Garcia, o resultado dessa abordagem é uma organização que não apenas decide mais rápido, mas decide melhor, protegendo seu código, sua reputação e seu futuro.


Consultorias especializadas, como a e-Core, reconhecida como Atlassian Solutions Partner e parceira exclusiva da Postman no Brasil, desempenham papel essencial ao orientar a implantação de modelos como o DevSecOps, estruturar processos de governança e acelerar a maturidade organizacional para garantir decisões seguras e ágeis. 

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A e-Core é um dos principais Atlassian Platinum Solution Partner na América Latina. Com mais de 19 anos de parceria, nosso time está preparado para ajudar você a alinhar times ágeis, gestão de portfólio e tomar decisões estratégicas com segurança


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