Por que a segurança desde o design é o único caminho para a IA escalável
A integração da inteligência artificial (IA) nas operações centrais das empresas trouxe agilidade, eficiência e redução de custos. No entanto, nem tudo é simples. Quanto mais a IA se expande dentro dos sistemas, mais fica claro que as abordagens tradicionais de segurança de TI já não são suficientes.
Segundo Leonardo Schumacher, Head de Growth de Cyber Security da e-Core, quanto mais complexos os sistemas se tornam, mais difícil é a correção de erros. “O tempo médio para corrigir vulnerabilidades triplicou nos últimos 15 anos, saltando de 59 para 252 dias, o que reflete a complexidade crescente do ecossistema tecnológico”, disse Schumacher. Paralelamente, o relatório CrowdStrike 2026 Global Threat aponta um aumento de 89% em ataques perpetrados por adversários que utilizam IA.
O problema não é apenas externo. Schumacher reforça que 80% das aplicações testadas atualmente possuem ao menos uma falha de segurança, muitas delas com origem no desenvolvimento. Atualmente, embora 96% dos desenvolvedores não confiem totalmente que o código gerado por IA seja funcional ou correto, muitos admitem não revisar esse material com o devido cuidado antes da produção. O resultado é que “apenas 45% do código gerado por IA é considerado seguro hoje”, alerta Schumacher.
Diante disso, para escalar sem criar pontos cegos, a segurança precisa ser intrínseca e pensada desde a primeira ideia.
Por que a segurança tradicional falha em projetos de IA
Sistemas de IA possuem características próprias que os tornam alvos de ameaças inéditas. Enquanto o software tradicional é determinístico, a IA é alimentada por vastos conjuntos de dados sensíveis e está em constante aprendizado, exigindo que a segurança evolua na mesma velocidade do próprio modelo.
Por isso, a segurança convencional, muitas vezes reativa e isolada em silos, não consegue lidar com a complexidade de ameaças urgentes que surgem em sistemas de IA. Por exemplo:
Lista de serviços
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Envenenamento de dados e evasãoBotāo de texto Item de lista 1
Entradas maliciosas que corrompem o treinamento ou distorcem os resultados do modelo.
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Roubo e inversão de modeloBotāo de texto Item de lista 2
Ataques para copiar sistemas proprietários ou reconstruir informações confidenciais a partir de saídas da IA.
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Injeção de promptsBotāo de texto Item de lista 3
Manipulação de entradas para forçar o sistema a vazar dados ou agir de forma maliciosa.
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Ataques de privacidadeItem Link
Exploração de vulnerabilidades para roubar informações sensíveis processadas, violando a confidencialidade.
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AlucinaçõesItem Link
Saídas falsas geradas com convicção, que corroem a confiança e desinformam os usuários.
Tentar "corrigir" esses riscos após a implementação é, muitas vezes, ineficaz. Além disso, há o fator custo. Segundo Schumacher, corrigir uma falha na fase de produção pode custar 80 vezes mais do que resolvê-la durante o planejamento e design.
É exatamente neste ponto que a mentalidade de DevSecOps se torna indispensável para evitar que a inovação se torne uma vulnerabilidade crítica.
O que é DevSecOps
O DevSecOps é a prática de integrar a segurança em todas as etapas do ciclo de vida do desenvolvimento, do planejamento à produção. Essa metodologia promove o conceito de "shift-left", que antecipa testes, segurança e garantia de qualidade para as fases iniciais do ciclo de desenvolvimento, tornando a proteção um requisito fundamental desde a primeira linha de código.
Para projetos de IA, isso significa construir pipelines que são seguros por design e resilientes sob ameaça.

Security by design: a aplicação prática do DevSecOps
Para Schumacher, a evolução para o modelo de DevSecOps é o que permite transformar a segurança em um facilitador de agilidade para a inovação. Ao integrar processos de proteção em todo o ciclo de vida dos modelos e sistemas de IA, as organizações conseguem acelerar o go-to-market e reduzir drasticamente os custos de remediação.
Schumacher destacou como essa mentalidade de "security by design” (segurança desde o projeto) se materializa no dia a dia através de processos integrados e ferramentas que potencializam o trabalho dos desenvolvedores e cientistas de dados, por exemplo:
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Governança unificada de APIs de IABotāo de texto Item de lista 1
Um dos grandes desafios atuais é evitar que o desenvolvimento ocorra em silos. Processos que utilizam ferramentas como o Postman permitem centralizar a gestão e auditoria de logs, garantindo que cada conexão e consumo de modelos sigam fluxos padronizados e normas de segurança.
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Automação do ciclo de resoluçãoBotāo de texto Item de lista 2
A integração entre sistemas de segurança e ferramentas de colaboração de equipes, como o JSM, permite que falhas detectadas em tempo de execução sejam automaticamente agrupadas e transformadas em tickets. Essa sutil automação agiliza a resolução de problemas em até 10 vezes, devolvendo cerca de 5 a 7 horas diárias de produtividade por profissional.
Para sustentar essa operação, Schumacher também apontou capacidades que mudam o patamar de confiança das entregas:
Lista de serviços
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Inteligência na detecção (SAST e DAST)Botāo de texto Item de lista 1
O uso de análises estáticas (SAST) de alta precisão reduz os falsos positivos para menos de 1,1%, evitando que o time perca tempo com alertas irrelevantes. Complementarmente, testes dinâmicos (DAST) em tempo real garantem que o ecossistema de IA seja validado de forma contínua.
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Remediação apoiada por IA curadaBotāo de texto Item de lista 2
O segredo para não aumentar a dívida de segurança é o uso de IAs integradas diretamente no ambiente de desenvolvimento integrado do desenvolvedor. Quando alimentada por bases proprietárias e seguras, a IA acelera o tempo médio de resposta (MTTR) em 200% e reduz a densidade de problemas pela metade
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Gestão de dependências e risco realItem Link
Através do SCA (Análise de Composição de Software), o time identifica vulnerabilidades em bibliotecas open source e datasets que muitas vezes passam despercebidas. Isso permite uma análise de postura mais inteligente, priorizando o que de fato apresenta um risco real ao negócio e ao modelo de IA.
Nessa abordagem, a tecnologia trabalha de forma silenciosa e integrada, garantindo que as decisões de design tomadas no início do projeto cheguem seguras à mão do cliente final.
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A e-Core, com sua expertise em Cybersecurity, utiliza processos consolidados e tecnologias avançadas para fortalecer a postura de segurança de nossos clientes, reduzindo vulnerabilidades e garantindo a continuidade do negócio com entregas de alta confiabilidade.
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