AI-first: casos de hackers autônomos pedem mais atenção à governança de IA
CIBERSEGURANÇA E IA
O advento da IA acelerou a corrida entre ataque e defesa, antes muito dependente do tempo humano. Porém, a IA agêntica foi além e inaugurou uma mudança estrutural no risco cibernético corporativo.
Recentemente, modelos de linguagem da OpenAI invadiram servidores da Hugging Face sem terem sido configurados para isso. Segundo as responsáveis pelos agentes, um modelo “fugiu” de um ambiente de teste de cibersegurança e invadiu a outra organização para obter o gabarito do teste que estava fazendo.
O caso é um alerta de que até os modelos mais avançados podem se comportar como invasores digitais quando colocados dentro de operações sem mecanismos robustos de auditoria, observabilidade e governança.
De acordo com Clayton Oliveira, Cybersecurity Principal da e-Core, essa capacidade dos agentes de identificar vulnerabilidades, analisar sistemas complexos e aprender de forma autônoma, numa velocidade muito superior à humana, mostra ao mercado que a cibersegurança não pode mais ser tratada como um "anexo".
“Os agentes fazem com que a preocupação deixe de ser apenas impedir que alguém de fora invada sistemas corporativos. Agora é preciso garantir que até os agentes autorizados da própria empresa não tomem decisões incompatíveis com as políticas da organização.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
ATAQUES CIBERNÉTICOS
O que é preciso reforçar para se proteger de ataques agênticos
De acordo com Oliveira, o fator de risco dos ataques com IA agêntica pode estar na alta capacidade de processamento autônomo, mas as principais brechas são velhas conhecidas.
“O ambiente ficou mais complexo, mas as brechas ainda estão em falhas como credenciais comprometidas, excessos de privilégio e transferências não autorizadas de dados por falta de auditoria e governança.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
Segundo o relatório
2026 Data Breach Investigations Report (DBIR), a IA está sendo usada para acelerar a exploração de vulnerabilidades.
31%
das violações em 2026 resultaram da exploração de vulnerabilidades não corrigidas
13%
das violações vieram de abuso de credenciais, que era o principal ponto de entrada em 2025
Fonte: Verizon, 2026 Data Breach Investigations Report
A própria OpenAI comunicou que os hackers acidentais usaram credenciais expostas publicamente para acessar quatro contas em outros serviços, incluindo um serviço de nuvem.
“Vulnerabilidades conhecidas e ainda não corrigidas continuam sendo uma das formas mais rápidas de acesso inicial, especialmente quando permanecem expostas após sua divulgação pública.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
Por isso, o especialista da e-Core reforça que quanto mais autonomia, mais governança é necessária: “Mesmo os agentes da própria companhia, quando mal governados, são um risco de exposição de dados e ampliam a superfície de ataque de dentro para fora, sem precisar de um ‘hacker externo’.”
Além disso, Oliveira aponta que a presença do especialista humano no fluxo de cibersegurança torna-se ainda mais crucial. Ele relembra outro caso recente, mais grave, em que o agente criou identidades falsas e as usou para pressionar o desenvolvedor responsável por um projeto de código aberto hospedado no GitHub.
“Nesse caso, o agente não conseguiu inserir código malicioso no projeto porque um humano percebeu e recusou o acesso.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
GOVERNANÇA
Operações de segurança AI-first
Considerando que, no contexto da IA agêntica, uma vulnerabilidade se traduz em interrupção de vendas, indisponibilidade de canais digitais, perda de dados estratégicos, impacto regulatório, comprometimento da experiência do cliente ou interrupção da cadeia operacional, na e-Core, a segurança é parte indissolúvel da arquitetura de IA.
A governança de IA precisa acompanhar não apenas as pessoas, mas também as identidades não humanas e os agentes que passam a atuar nos ambientes da empresa.
“Plataformas e modelos de IA devem ser tratados como qualquer outro ativo crítico, ou seja, precisam ser continuamente monitorados, avaliados e governados ao longo de todo o seu ciclo de vida.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
Isso inclui, segundo ele:
Gestão de acessos privilegiados
Proteção dos dados utilizados pelos modelos
Validação contínua das respostas geradas
Trilhas completas de auditoria
Supervisão humana
Gestão de fornecedores
Políticas claras para o uso corporativo de IA
Controles sobre Shadow AI e uso não autorizado de modelos públicos
Também envolve controles sobre o compartilhamento inadequado de informações sensíveis.
ADVISOR
Advisor de cibersegurança para agentes de IA
Como advisor em segurança cibernética, a abordagem da e-Core se apoia em três frentes:
01
Priorizar riscos que impactam diretamente os objetivos estratégicos
02
Fortalecer a resiliência operacional diante de incidentes digitais
03
Proteger o crescimento, a inovação e a confiança direcionando e priorizando investimentos em segurança
“O principal é não esperar por um incidente para testar sua segurança.”
Clayton Oliveira · Cybersecurity Principal, e-Core
Para ele, construir uma arquitetura integrada a tecnologias líderes de mercado e orientada por risco permite transformar informações técnicas em decisões estratégicas, alinhando segurança e inovação à continuidade do negócio.
Ainda assim, Oliveira afirma que é importante reconhecer um limite: “nenhum ambiente é completamente inviolável.”
A segurança moderna parte da premissa de que qualquer organização pode sofrer uma tentativa de comprometimento. O diferencial está em:
REDUZIR
a exposição continuamente
IDENTIFICAR
comportamentos anômalos rapidamente
CONTER
incidentes antes que se propaguem
RESTAURAR
as operações com segurança
Não espere por um incidente para testar sua segurança.
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Combinamos experiência global com tecnologias emergentes para ajudar empresas como a sua a criar produtos digitais inovadores, modernizar plataformas de tecnologia e melhorar a eficiência nas operações digitais.




