Como Acelerar o ROI da Transformação Digital na Indústria

July 14, 2026

Após registrar crescimento real de 7,3% no faturamento em 2025, a manufatura brasileira vive um momento singular. O setor amplia investimentos para sustentar o crescimento e ganhar competitividade, mas muitas empresas esbarram em uma pergunta incômoda: por que os resultados da transformação digital não aparecem na mesma velocidade do dinheiro investido?


A resposta é a falta de uma fundação de dados e, na manufatura, ela é sobre a dificuldade de integrar, padronizar e governar os dados que sustentam a operação. Sem ela, cada nova iniciativa de IA ou automação chega em cima de uma estrutura frágil.


Os números confirmam o momento de investir. Segundo a Abimaq, a indústria projeta aplicar R$ 10 bilhões ao longo de 2026, com 36,4% desse valor destinado à modernização tecnológica. Ainda assim, em muitas organizações a tecnologia já foi adquirida, os projetos começaram e os dados já são coletados, mas as decisões continuam lentas, as informações seguem dispersas e as iniciativas travam antes de sair da fase piloto.

Por que a transformação digital na manufatura não decola?

O gargalo  está mais na ausência de uma base que conecte processos, dados e áreas de negócio do que na ferramenta.


Parte do problema vem da forma como a tecnologia foi incorporada ao longo dos anos. Novos sistemas foram somados à operação sem uma estratégia consistente de integração. O resultado é uma infraestrutura cada vez mais complexa, difícil de escalar e cara de manter. Organizações com forte dependência de sistemas legados chegam a destinar de 60% a 80% do orçamento de TI apenas para manutenção — atualizações, correções, hospedagem e licenças. Sobra pouco para transformação e geração de valor.


Sem uma base integrada, os dados permanecem dispersos e as decisões continuam lentas. Iniciativas de IA Generativa, agentes autônomos, automação inteligente e analytics avançado permanecem restritas a pilotos, incapazes de acessar dados corporativos confiáveis e gerar impacto operacional em escala. O maior gargalo, portanto, está em como esses ativos conversam entre si.


→ Saiba mais: Governança de Dados na Nuvem: Estruturas e Boas Práticas

Por que a integração não pode esperar?

Enquanto o gargalo interno persiste, a pressão externa aumenta. Com a Reforma Tributária, a transição para o IBS e a CBS exige maior integração entre sistemas de gestão, plataformas fiscais e operações produtivas. Conectar informações deixou de ser apenas um ganho de eficiência: virou exigência de compliance.


Ao mesmo tempo, entraves estruturais já conhecidos da indústria brasileira ampliam o custo de esperar. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a baixa difusão de novas tecnologias, a carência de técnicas de gestão avançadas e a escassez de profissionais qualificados dificultam a evolução digital do setor. Quanto mais tempo a base permanece fragmentada, mais caro e arriscado se torna sustentá-la — e mais longe fica o ROI prometido.

Como estreitar o gap sem impactar a operação?

Não é preciso substituir todos os sistemas nem abrir uma nova onda de investimentos. O caminho está na integração progressiva dos ativos que a empresa já tem.


Na prática, isso significa construir uma camada de dados sobre os sistemas que já estão em produção, em vez de arrancá-los e recomeçar. ERP, MES e sistemas de chão de fábrica seguem operando normalmente enquanto a integração avança fonte por fonte — cada conexão validada antes da próxima. Assim, a base cresce de forma incremental, sem downtime e sem interromper a produção.


Uma das abordagens mais exploradas para isso parte do conceito de Business Data Fabric. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), trata-se de uma central única de dados que simplifica o acesso à informação e acelera seu uso em iniciativas estratégicas.


→ Saiba também: Linhagem de Dados, um pilar da Observabilidade de Dados

Qual o diferencial do Business Data Fabric na manufatura?

Ele conecta os sistemas de execução e de gestão empresarial (ERP e MES) com o chão de fábrica e parceiros externos em uma base única e confiável. Quando as camadas de negócio e produção passam a operar de forma integrada, surge uma visão contínua entre planejamento, operação e desempenho — com governança incorporada à arquitetura e acesso seguro aos dados que sustentam decisões em tempo real.


O primeiro passo dessa fundação costuma ser tornar a própria base de dados confiável, escalável e automatizada — e foi exatamente esse o ponto de partida de uma multinacional do setor de manufatura que procurou a e-Core para modernizar sua infraestrutura de dados. O projeto envolveu a migração, a modernização e a automação dos bancos de dados usados no monitoramento de equipamentos, deixando a operação mais escalável e segura, com ganhos de eficiência operacional que chegaram a 70%. Com essa base saneada, a empresa passou a ter o alicerce necessário para conectar dados de produção e gestão de forma consistente.


É essa lógica de Business Data Fabric que permite conectar ambientes on-premises e cloud, integrar aplicações legadas, plataformas SaaS, sensores IoT e sistemas industriais, criando uma camada unificada para consumo por analytics, IA e aplicações de negócio.


Essa integração, no entanto, traz um contraponto que precisa ser endereçado desde o início. A adoção de arquiteturas híbridas e multicloud amplia a flexibilidade da indústria, mas também aumenta a complexidade da integração entre ambientes, tornando a governança de dados ainda mais estratégica. Quanto maior a conectividade entre sistemas industriais e corporativos, maior também a superfície de ataque. Por isso, integração e governança precisam caminhar junto com princípios de cybersecurity, controle de acesso e rastreabilidade dos dados.


Com a fundação segura e integrada, vem o verdadeiro retorno do investimento. Os dados do MES fluem para o ERP e alimentam decisões cada vez mais autônomas. É aqui que os agentes de IA passam a gerar valor real — não em pilotos, mas em operação, com governança. A competitividade da manufatura em 2026 será definida por isso: pela capacidade de transformar informação operacional em decisão rápida e confiável. A fundação de dados é o que separa quem investe em IA de quem colhe resultados com ela.


É esse alicerce que a e-Core constrói lado a lado com o cliente — como parceira que constrói junto. Com mais de 27 anos de experiência e presença em 1 a cada 2 das maiores empresas do Brasil, ajudamos a indústria a sair de ambientes isolados e iniciativas travadas para sistemas integrados que escalam e duram. Engineered to scale. Built to last.


Fale com nossos consultores e descubra como transformar seus investimentos em tecnologia em resultados de negócio.


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Combinamos experiência global com tecnologias emergentes para ajudar empresas como a sua a criar produtos digitais inovadores, modernizar plataformas de tecnologia e melhorar a eficiência nas operações digitais.


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