Governança Ágil em Bancos e Fintechs
Governança ágil: rastreabilidade e auditoria sem perder velocidade dos squads em Bancos e Fintechs
Bancos e fintechs enfrentam uma pressão crescente para manter a velocidade que o mercado exige e, ao mesmo tempo, comprovar rastreabilidade diante de reguladores cada vez mais rigorosos.
Nesse contexto, squads ágeis costumam ser vistos como um risco à governança por que os processos de auditoria, muitos ainda dependentes de etapas manuais, não combinam com o funcionamento de um time ágil, criando gargalos. Mas para atingir rastreabilidade completa, aquela capaz de responder
quem fez, o que foi feito, quando, por que e quem aprovou, não precisa significar abrir mão de agilidade. Uma solução é pensar na governança ágil desde a arquitetura.
~2 mi
tentativas de fraude no primeiro trimestre de 2025
R$ 15,7 bi
prejuízo estimado
~40%
crescimento nas tentativas de phishing financeiro entre 2023 e 2024
65%+
das empresas do setor ainda em estágios iniciais de maturidade
FLUXO DE TRABALHO
Governança ágil não é sinônimo de burocracia
O mínimo viável da governança começa com perguntas simples:
1.
Quem fez?
4.
Por que a decisão foi tomada?
2.
O que foi feito?
5.
Quem aprovou?
3.
Quando aconteceu?
6.
E qual foi o resultado?
Para sustentar essas respostas:
Cada trabalho relevante precisa ter origem rastreável
As responsabilidades precisam estar claras
Alterações e decisões relevantes devem manter histórico
Critérios de aceite precisam estar registrados
Deve existir conexão entre demanda, desenvolvimento, deploy, mudança e incidente
A percepção de que a governança trava a agilidade surge quando esses controles são implementados como uma camada adicional de trabalho. Aprovações manuais, planilhas paralelas e documentação produzida depois que a entrega já aconteceu são soluções comuns que geram mais gargalos do que segurança no dia a dia.
Quando se pensa em um modelo eficiente de governança ágil, essa lógica é invertida e o controle passa a ser incorporado ao próprio fluxo de trabalho: em vez de pedir que as equipes produzam evidências para auditoria, o processo e as ferramentas geram essas evidências enquanto o trabalho é executado.
Além disso, quanto maior a automação na captura das informações, menor o esforço administrativo do squad. O objetivo deixa de ser documentar mais e passa a ser garantir que a execução correta do trabalho já produza, naturalmente, a documentação necessária.

AUTOMAÇÃO DE CONTROLES
Arquitetura que sustenta a auditoria sem atrito
Auditabilidade pronta para reguladores exige que cada decisão tenha um responsável claro e que esse responsável esteja registrado no fluxo de trabalho. Na prática, isso se traduz em três papéis:
ÁREAS DE PRODUTO OU NEGÓCIO
O “porquê”
por que a demanda existe, qual prioridade ela tem, que valor ela deve gerar e quais critérios definem que ela foi entregue corretamente.
ÁREAS DE TI
O “como”
as decisões técnicas de implementação, a qualidade do código e as evidências de que o delivery foi feito da forma correta.
RISCOS, SEGURANÇA E COMPLIANCE
As “regras do jogo”
definem os controles e critérios que toda mudança precisa respeitar, mas não atuam como aprovadores obrigatórios de cada item que passa pelos squads.
O ponto de atenção está justamente nesse último papel: quando o compliance precisa aprovar manualmente cada mudança, a governança vira gargalo e o squad perde velocidade. Para evitar esse cenário, ferramentas capazes de automatizar e centralizar informações e processos de toda a operação se tornam decisivas, porque permitem que o controle seja proporcional ao risco.
Com essa central funcionando, uma mudança de baixo risco pode seguir um fluxo automatizado, sem intervenção manual, enquanto uma mudança de alto impacto, que exige análise adicional, segue para aprovações específicas. Em um workflow no Jira, por exemplo, isso significa que a governança acontece dentro do próprio processo, sem depender de compliance revisando cada item na fila.
GESTÃO DE INCIDENTES
Como lidar com prazos e gatilhos regulatórios na governança ágil
Uma vez estabelecido quem cuida do quê, prazos regulatórios também precisam estar no desenho do processo. Seguindo o exemplo do DORA (Digital Operational Resilience Act), em vigor para instituições financeiras que operam na União Europeia (UE) desde janeiro de 2025, a regulamentação conta o tempo a partir da detecção do incidente, não da contenção, o que exige refinamento da automação. Por exemplo, os SLAs e timers iniciam automaticamente na criação do chamado ou na mudança de severidade? O Jira irá registrar quem classificou o incidente, quando e com base em quais critérios?
Considerando uma arquitetura técnica com o Jira Service Management (JSM) como ferramenta de gestão, temos essa estrutura:
DATADOG · DYNATRACE · NEW RELIC
Observabilidade
o alerta dispara a criação automática do incidente no JSM, já com tipo de erro, horário de início e logs.
ITENS DE CONFIGURAÇÃO (CI)
CMDB / JSM Assets
vincula o incidente aos itens de configuração (CI) e serviços de negócio. Se o CI for marcado como crítico pelo DORA, a automação eleva a severidade e aciona o fluxo de crise.
OPSGENIE · PAGERDUTY
Escalamento
notifica automaticamente times de resposta, jurídico e compliance.
Além disso, com relação aos prazos, o DORA define três relatórios com tempos fixos:
NOTIFICAÇÃO INICIAL
até 4 horas
(ou fim do dia útil) após classificar o incidente como grave.
RELATÓRIO INTERMEDIÁRIO
até 72 horas
com análise de impacto e mitigação.
RELATÓRIO FINAL
até 1 mês
no fechamento da análise de causa raiz.
Ainda que o DORA foque em entidades reguladas na UE ou filiais operacionais, faz sentido construir a arquitetura de TI de forma agnóstica à jurisdição: quanto mais rastreável o processo, menor o esforço de adaptação a qualquer nova regulação. No Brasil, essa arquitetura precisa dialogar com o Bacen e o Conselho Monetário Nacional (CMN), que já exigem cibersegurança, gestão de riscos e rastreabilidade.
Processos
regulation-ready, ou seja, que têm elasticidade o suficiente para se adequar a qualquer norma, evitam que a arquitetura de governança precise ser reconstruída a cada mudança regulatória.
GESTÃO DE PORTFÓLIO
Strategic Portfolio Management: peça final para visibilidade executiva sobre a governança ágil
Por fim, para que a governança ágil tenha impacto de valor e duradouro no negócio, é preciso uma peça que garanta que a empresa esteja investindo seu tempo, dinheiro e equipe nas iniciativas que mais importam.
O Strategic Portfolio Management (SPM) é a parte do processo que conecta a execução dos squads à estratégia. O executivo não precisa ver cada item, mas precisa saber se os objetivos avançaram, onde estão os riscos, quais iniciativas atrasaram e quais dependências ameaçam um resultado.
Assim, se há um SPM conectado ao fluxo de gestão de serviços centralizado e inteligente, quando um squad atualiza um item ou registra um risco no Jira, por exemplo, os objetivos-chave do negócio são atualizados automaticamente, criando visibilidade vertical e melhores insumos para tomada de decisão estratégica.
IMPACTO NO NEGÓCIO
Governança ágil como vantagem competitiva
Para instituições financeiras em ambientes cada vez mais regulados e automatizados, a pergunta não é mais se vale a pena investir em governança ágil, e sim se a arquitetura atual será ou não um gargalo no próximo gatilho regulatório.
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RELEVÂNCIA REGULAMENTÓRIA
CTI deixou de ser opcional
Para instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, o tema ganhou peso regulatório concreto.
Resolução CMN n.º 5.274/2025
A Resolução CMN n.º 5.274/2025 atualizou o arcabouço de segurança cibernética do setor e passou a incluir a Cyber Threat Intelligence entre os controles mínimos exigidos.
Além disso, os dados de maturidade do setor reforçam a urgência da adoção de novas ferramentas: enquanto 94% das instituições BFSI têm prevenção de fraude e proteção de dados pessoais como prioridades e 80% dos bancos utilizam IA para identificação de fraudes e lavagem de dinheiro, mais de 65% das empresas do setor ainda estão em estágios iniciais de maturidade em segurança cibernética.
É exatamente nesse gap de maturidade onde ferramentas como o VirusTotal tornam-se valiosas como porta de entrada acessível para práticas mais robustas de CTI.
Nesse contexto, ele age como um componente de um ecossistema de CTI mais amplo. Pesquisadores e equipes de segurança utilizam a plataforma para identificar novas variantes de malware, mapear campanhas de ataque em curso e compartilhar indicadores de comprometimento entre organizações. Cada análise realizada alimenta uma base de inteligência coletiva que retroalimenta a proteção de outras instituições.
CASOS DE USO PRÁTICO
No ambiente financeiro
No ambiente corporativo do setor BFSI, o VirusTotal encontra aplicação direta em ao menos quatro cenários críticos:
01
Verificação de PDFs e documentos recebidos de fornecedores e parceiros externos antes de abertura em ambientes internos
02
Investigação de URLs suspeitas sinalizadas por filtros de e-mail ou reportadas por colaboradores
03
Análise de hashes de arquivos em processos de resposta a incidentes para correlação com ameaças conhecidas
04
Alimentação de plataformas de SIEM e SOAR com indicadores de comprometimento identificados na plataforma
Para equipes de segurança, o VirusTotal complementa — e não substitui — as camadas existentes de proteção, acelerando a triagem de alertas e enriquecendo o contexto de investigações em curso.
Combinamos experiência global com tecnologias emergentes para ajudar empresas como a sua a criar produtos digitais inovadores, modernizar plataformas de tecnologia e melhorar a eficiência nas operações digitais.




