Monetizar Open Finance depende da modernização da arquitetura das instituições financeiras

August 11, 2026

O Open Finance consolidou o Brasil como o maior ecossistema regulado de compartilhamento de dados financeiros do mundo. No entanto, o crescimento da base de usuários e do volume de dados ainda não se traduz, na mesma velocidade, em geração de receita para as instituições. Para monetizar o Open Finance, o desafio passa pela capacidade de transformar dados em produtos e serviços relevantes, um objetivo que esbarra, em muitos casos, nas limitações de sistemas legados.


Segundo o Índice de Maturidade do Open Finance no Brasil 2025, da Capgemini, o país registrou mais de 128,6 milhões de consentimentos ativos, quase mil instituições cadastradas e um alcance estimado de 36 milhões de clientes. Apesar da expansão do ecossistema, o aumento do número de consentimentos e de chamadas de APIs não representa, por si só, o sucesso da iniciativa. O cliente percebe valor apenas quando os dados compartilhados resultam em benefícios práticos, enquanto a monetização continua sendo um dos principais desafios do setor.


Esse cenário ganha mais relevância porque as instituições financeiras seguem ampliando os investimentos em Open Finance. De acordo com o estudo da Capgemini, 41% dos bancos projetam extrair alto valor desse ecossistema nos próximos anos. Para que esse retorno se concretize, porém, será necessário processar volumes massivos de dados estruturados e semi-estruturados em tempo real, uma capacidade que dificilmente é alcançada por infraestruturas legadas e arquiteturas monolíticas. Segundo pesquisa da Forrester, publicada pela TI Inside, cerca de 220 bilhões de linhas de código em COBOL, linguagem de programação de computadores usada pelas instituições financeiras nas décadas de 1980 e 1990, ainda permanecem em operação no mercado bancário mundial. Esses sistemas, projetados para processamento em batches, não possuem a vazão, nem a baixa latência exigidas para reagir instantaneamente ao comportamento do consumidor. (Por exemplo, uma sugestão do produto no aplicativo).

Como a arquitetura composable ajuda a monetizar o Open Finance

A monetização do Open Finance depende da capacidade de transformar grandes volumes de dados em novos produtos e serviços. Para isso, as instituições financeiras precisam de uma infraestrutura capaz de processar informações em tempo real, integrar APIs com segurança e escalar operações. A computação em nuvem atende a esses requisitos e estabelece as bases para a modernização das aplicações.


Entre os possíveis processos de migração e modernização em nuvem, a adoção de uma arquitetura composable, baseada em APIs, eventos e microsserviços reutilizáveis, vem sendo a solução mais indicada para um sistema financeiro aberto. Em vez de sistemas monolíticos, as instituições passam a operar com componentes independentes, que podem ser combinados e evoluídos conforme as demandas do negócio. O resultado é uma infraestrutura mais ágil, preparada para acelerar o lançamento de produtos, reduzir custos operacionais e responder mais rapidamente às mudanças do mercado.


Contar com uma arquitetura modular também amplia o potencial da inteligência artificial (IA). Com dados integrados e processamento em tempo real, a IA pode orquestrar integrações e viabilizar agentes autônomos capazes de analisar o contexto de cada cliente. Essa capacidade impulsiona ofertas hiperpersonalizadas, como seguros on-demand e novos serviços financeiros desenvolvidos a partir das informações compartilhadas no ecossistema do Open Finance.


Além disso, a modernização também democratiza o desenvolvimento. Com componentes reutilizáveis e ferramentas low-code e no-code, equipes de negócio conseguem criar novos fluxos e experiências com mais rapidez, reduzindo o time-to-value e aumentando a capacidade das instituições de transformar investimento em monetização.

Como acelerar a modernização para monetizar Open Finance

O processo de modernização, no entanto, exige mais do que definir o tipo de tecnologia. Considerando que bancos e seguradoras operam em ambientes altamente regulados, nos quais cada etapa da transformação precisa preservar a continuidade das operações, a segurança e a governança dos dados, a gestão da operação se torna tão essencial quanto a qualidade da solução


Especialistas da e-Core, consultoria global de tecnologia especializada em modernização de aplicações, afirmam que o mais indicado é contar com um parceiro estratégico para conduzir um modelo de modernização baseado na evolução gradual das aplicações. 


O processo ideal deve começar pela avaliação do ambiente tecnológico para definir uma estratégia personalizada de migração. A partir desse diagnóstico, os sistemas monolíticos são decompostos em microserviços e as cargas de trabalho são migradas para a nuvem de forma progressiva, reduzindo riscos operacionais e preparando a infraestrutura para escalar APIs e iniciativas de Open Finance.


A atuação também abrange toda a jornada de transformação, desde a definição da estratégia e do roadmap até a modernização das aplicações, implementação de inteligência artificial e otimização contínua da infraestrutura com práticas de FinOps. Ao longo desse processo, a consultoria apoia a definição de modelos de governança, consentimento e arquitetura, alinhando as decisões tecnológicas aos objetivos de negócio da instituição.


Para acelerar a entrega de valor, a e-Core também utiliza frameworks de APIs abertas desenvolvidos em parceria com provedores de nuvem, permitindo reduzir o tempo de implementação e estabelecer uma base com governança, segurança e escalabilidade desde o início da iniciativa.


Esse modelo de modernização tem proporcionado resultados consistentes para os clientes da e-Core. Entre os principais indicadores estão:

Redução de 20% nos custos de infraestrutura

Aumento de 66% na produtividade dos administradores

Queda de 45% nos incidentes relacionados à segurança

Crescimento de 29% no tempo dedicado à inovação pelas equipes

Redução de 43% no time-to-market para o lançamento de novas funcionalidades.

Quer transformar a modernização tecnológica em uma estratégia efetiva para monetizar o Open Finance? Converse com nossos especialistas e entenda qual o melhor caminho para o seu negócio. 


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